domingo, 6 de abril de 2025

O meu diário 96, 97 e 98

 Rio Verde, 21 de março de 1997 – Sexta-feira 


     Cerca das 06:00 eu deixei a cama e desfiz da mesma, isto é, dobrei o colchão com as roupas de cama e coloquei no porta malas do meu Chevette. Gosto de me levantar antes das 08:00, e dificilmente durmo após. Na cela dos presos tomei meio copo de café e comi 01 pãozinho francês com margarina. Alguns presos fazem até a sua comida, gostam de cozinhar, e de passar o tempo com alguma coisa, como fazer artesanato. Sou amigo de todo mundo e trato todos com igualdade. Gosto de respeitar para ser respeitado. Entendo a língua dos presos, que a marginalidade, na maioria das vezes, é uma necessidade de sobrevivência. Nunca vivi à margem da sociedade, mas frequentava cabaré na minha juventude quando morava na cidade de Anápolis, e até era dono de um bar. No ano de 1979 passei a frequentar a igreja evangélica junto com minha mãe e meus irmãos. Pelas 21:00, de carro, fui no prostíbulo e transei com uma mulher que conheço há muito tempo aqui na cidade que sempre me dá algum conselho, e dei a ela 10,00 reais, e usei camisinha para me prevenir de alguma doença sexual.


(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, em revisão)

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