Rio Verde, 24 de março de 1997 – Segunda-feira
Cerca das 07:00 foi quando desfiz a cama, ou seja, dobrei o cobertor e estiquei o lençol. Quando estou no meu quarto eu passo a maioria do tempo deitado assistindo televisão, ouvindo rádio ou lendo. Às vezes vou para a máquina de datilografia datilografar algum escrito. Ficar deitado no meu novo colchão está fazendo bem para o meu corpo. Fui no banheiro escovei os dentes e lavei o rosto. A pé fui na panificadora que fica distante uns 300m da república onde tomei dois cafés e comi um bolo, e paguei 0,50 cêntimos de real. Um freguês que estava presente me reconheceu como policial e escritor e perguntou-me se eu tinha escrito mais algum livro. Eu disse a ele que por enquanto não, mas que pretendo publicar em breve, e me disse que é dono de um ferro velho. Fiquei um pouco conhecido por escrever para jornais, porque como poeta está difícil, a não ser se tiver alguma influência no rádio e na televisão. Em Goiânia, uma vez uma mulher dona de uma livraria reconheceu o meu nome do jornal.
(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, em revisão)
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