Aproxima-se a eleição –
processo democrático em que serão escolhidos nossos representantes políticos -,
e teremos que votar para presidente, governador, senador, deputado federal e
estadual. O clima está quente. Há uma acirrada disputa entre os dois principais
candidatos a governador, os Srs. Íris Rezende Machado (PMDB) e Paulo Roberto
Cunha (PDC), diga-se de passagem, dois políticos natos. (...) Íris, que é conhecido
e benquisto por toda gente goiana, tem um passado digno. Nos vários cargos que
ocupou como homem público, de vereador a ministro da Agricultura, sempre deixou
sua marca de honestidade, de zelo e desenvolvimento, em relevantes obras, e de
interesse social. E ultimamente, como Ministro, conseguiu recordes de safra, no
meio a uma crise econômica, e só não foi um próspero candidato à Presidência da
República devido ao racha do PMDB que prejudicou a própria sigla.
Paulo embora novo no ramo,
já foi deputado federal e prefeito de Rio Verde, onde realizou muitas obras, e
sabe fazer política. Sou testemunha desse seu carisma, nas duas eleições que
disputou e que saiu vencedor. Na de Prefeito começou em desvantagem diante de
um candidato tradicional, Irom Nascimento, e na apuração das urnas, seu jogo de
cintura lhe valeu uma larga vantagem. Seu estilo é o corpo-a-corpo com o povão,
e o de não falar mal do adversário. Pelas pesquisas se pode provar isso – a sua
ascendência. O prognóstico de um 2º turno já é evidente, aí a coisa vai pegar
fogo!!!
Eu, particularmente, não
sei em que votar, se em Íris, ou se em Paulo. Mas o que perder... vou
lamentar!!! Não acredito que os outros
dois candidatos, Iram Saraiva (PDT) e Valdi Camárcio (PT) possam oferecer
resistência à eleição de Íris ou de Paulo.
(Jornal O Popular, seção Cartas dos Leitores, Goiânia, Goiás, 18-09-1990)
Neste texto eu lancei as expressões: o clima está quente e a coisa vai pegar fogo