É sabido pelos meios de comunicação que o Comunismo está em decadência. Prova disto é a derrubada do muro de Berlim, a iminência de unificação das Alemanhas e a legalização do Sindicato Solidariedade na Polônia. Enquanto que a China e URSS abrem suas portas para as multinacionais com subsídios para as suas economias. Sem falar das manifestações populares – estudantes e operários -, inconformados com a desigualdade humana e clamando por democracia nestes países.
Um regime que teve a sua origem dos estudos do alemão Karl Marx, e que foi implantado na Rússia (antiga URSS) pelos bolchevistas, liderados por Lênin e depois Stalin (homem de ferro), que subiram ao poder pela violência, em que pessoas influentes eram fuziladas, bens confiscados, bancos nacionalizados, e a reforma agrária realizada. Houve uma grande evasão de russos para o exterior em defesa da liberdade e do patrimônio.
Isso fez da URSS uma grande potência, suas riquezas naturais foram exploradas, sua grande mão de obra utilizada, tudo em favor do Estado. O preço desse desenvolvimento foi a corrupção devido a autonomia vitalícia de um só partido (PC).
Países capitalistas desenvolvidos como os Estados Unidos, França e Inglaterra tentam evitar a expansão comunista, que nos dias atuais está retroagindo.
Hoje, governos comunistas reconhecem que é impossível viver isolado do resto do mundo e abrem suas cortinas para os países democratas, para o intercâmbio de produção e de culturas.
O comunismo só seria perfeito se o homem o fosse e não houvessem interesses próprios, que desvirtuam a comunidade. Esse mesmo povo que elegeu esse regime, está agora reprimindo-o.
Enquanto o comunismo se enfraquece, a democracia se fortalece, pois, por todo o mundo ditaduras comunistas estão sendo derrubadas. No Brasil é tempo de abertura política (anistia, pluripartidarismo, liberdade de imprensa, etc.) e depois de quase 06 lustros anos, ocorre a eleição para Presidente.
Comunismo já é quase passado, antiquado e retrógrado, e sem prestígio, inclusive em nosso País. Pois não condiz com o seu fim, que todos somos iguais.
Rio Verde, ano de 1990
(Do meu livro Nova Oportunidade, artigos e crônicas, editora Contato Comunicação e UBE-GO., edições consorciadas, 2024)