quinta-feira, 24 de abril de 2025

O meu diário 96, 97 e 98

 Rio Verde, 1º de abril de 1997 – Terça-feira 


     Perto das 07:00 eu desfiz a minha cama no chão. Acho que dormir no chão mesmo com um colchão é mais arriscado pegar uma gripe ou resfriado devido alguma sujeira, por isso que eu limpo o chão antes de pôr o colchão. Fui no banheiro público no final do corredor escovei os dentes e lavei o rosto. Desci para o térreo onde há uma sala que expede carteira de identidade e sempre há gente esperando na fila. Havia uma moça bonita esperando para fazer sua identidade; e eu conversei com ela um pouco. Ela brincou com o Cofap, um filhote de cachorro de cor preta com uma mancha branca no peito, que ganhei de um preso de nome Márcio. O nome Cofap ele ganhou de um soldado, por seu jeito desengonçado de andar parecido com o da televisão. 08:00 passei as chaves para o policial Carioca e pus o Cofap no meu carro. Passei na panificadora e pedi um copo de chocolate e pedi um pão de queijo e paguei 0,55 centavos. Na república amarrei o Cofap, mas como ele começou a resmungar eu o soltei. O Cofap por ser novo não sabe latir. Na república há espaço para ele ficar, e ninguém não reclamou a mim da presença dele.


(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)


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