domingo, 15 de dezembro de 2024

O meu diário 96, 97 e 98

 Rio Verde, 31 de dezembro de 1996 – Terça-feira 


     Eram quase 07:00 quando deixei a cama. Cama entre aspas. O colchão que eu tinha deixado na delegacia sumiu. Minha cama foi um banco e uma cadeira onde forrei um cobertor e me cobri com outro, que me deixa quase imóvel. Fui no banheiro escovei os dentes e lavei o rosto. Tomei café e comi pãozinho francês numa cela dos presos. Sou muito respeitado pelos presos e não tenho do que reclamar. Passei as chaves para o colega policial civil de nome Luís. O meu Chevette não quis pegar na partida. Fui atrás do mecânico Sebastião, que fez o carro pegar com um platinado novo. Passei na oficina onde foi melhorado o seu funcionamento. Na república tomei um banho e troquei de roupa. Fui na TV Riviera e deixei um envelope contendo uma pequena crônica para ser enviada ao jornal O Popular em Goiânia. Comprei ameixas para a ceia de Ano-novo a ser realizada na nossa igreja Batista. 18:00 assumi o plantão da delegacia. 22:00 deixei as chaves das celas com o Cabo comandante da Guarda e fui na igreja. Houve batismo, culto e confraternização com um jantar especial. A Wanessa estava com um vestido novo azul claro, e a cumprimentei na chegada. A Neureni estava com seu filho. A Raquel não estava. Vim embora mais cedo devido estar de plantão e dei carona para uma visitante que se encantou por mim. 


(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)

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