Tenho 35 anos de idade, sou negro, casado, Doutor em Administração de Empresas e em Ciências Contábeis, e sou diretor de uma multinacional do ramo automobilístico. Também gosto de correr minimaratonas, mas o máximo que eu consegui foi um terceiro lugar. Gosto de treinar à noite após o expediente, e também pela temperatura mais amena.
Há 05 anos sofri um acidente, fui atropelado por um carro, mas estou recuperado, voltei a correr. Lembro-me que certo dia acordei num hospital depois de 05 dias de coma. Quando estava perto de receber alta hospitalar chegou uma moça negra, bonita, cabelo crespo, de uns 25 anos de idade para me visitar. Eu lhe disse: Qual é a sua graça? - Eu me chamo Maria, sou a moça que te encontrou desacordado num buraco e ligou para o número 193. Também gosto de correr, mas nunca participei duma corrida. - Nossa, não tenho como te agradecer por ter salvado a minha vida. - Não precisa agradecer, só fiz a minha obrigação. - O que faz? - Sou advogada recém-formada e trabalho com pequenas causas com uma amiga. – Aqui é o meu cartão, estou precisando duma advogada. Me procure!
Assim que voltei a trabalhar, a Doutora Maria me procurou e disse: - Bom dia, qual é a causa que tens para mim? – Bom dia, quer ser uma das advogadas da empresa, vai ganhar 03 vezes mais com certeza. – Ah, sim! O destino nos uniu, estamos casados há 03 anos e temos um casal de filhos gêmeos, e somos muito felizes.
Goiânia, 30-12-2024
(Do meu livro Minhas histórias, Nossas histórias, em construção)
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