Rio Verde, 30 de dezembro de 1996 – Segunda-feira
07:00 mais ou menos deixei a cama e fui no banheiro escovar os dentes e tomar um banho. Liguei a televisão. O colega policial civil Carioca bateu no portão para me avisar que o dinheiro do Paraná, ex-preso, seria depositado na minha conta hoje. Na cozinha preparei um chá mate para acompanhar um pãozinho francês com carne moída. 10:30, de carro, desci para a agência do IBGE, onde o chefe de nome Hélio disse-me que a previsão do pagamento a ser creditado na minha conta é para o dia 05 ou 06 de janeiro. Passei no BEG e constatei que mais dois cheques sustados tinham entrado na minha conta. A funcionária do banco disse-me que eles serão devolvidos. Havia 20 reais que foi depositado em DOC para o preso de nome Fábio. Tomei um banho. Preparei uma bolsa com um lençol, uma toalha de rosto, pasta de dente, escova de dente, um remédio homeopático para bronquite e uma pochete contendo um revólver calibre 38. De carro desci para a delegacia para assumir o plantão. Jantei na delegacia, da comida dos presos. A comida raramente me agrada.
(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)
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