sábado, 25 de outubro de 2025

O meu diário 96, 97 e 98

 Rio Verde, 15 de maio de 1997 – Quinta-feira


     Aproximava das 07:00 quando eu me levantei da cama e desfiz a mesma, ou seja, dobrei o lençol e os dois cobertores finos, e enrolei tudo dentro do colchão e pus no porta malas do meu Chevette, ano 1982, cor branca. Fui no banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto. Tomei café somente, que o preso cela livre Klemer fez. O outro preso cela livre de nome Márcio me deu um copo de 200ml de banha da cobra de Sucuri que lhe havia pedido para usar como remédio. Às 08:00 deixei a delegacia rumo à república. Passei na panificadora perto do Fórum onde tomei um copo de chocolate e comi um pão de queijo, e paguei 55 centavos de real. Passei na banca de revista e comprei um exemplar do jornal O Popular. Na república almocei. Tenho o hábito de comer pouco. Normalmente eu como menos da metade do marmitex. A nossa comida é a mesma que vai para o presídio. Tem dia que vem melhor. Quando vem ruim, os presos reclamam, e eles melhoram o cardápio. Eu, pessoalmente, não reclamo, pois é de graça. E só tenho a agradecer a Deus.


(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)

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