Rio Verde, 14 de maio de 1997 – Quarta-feira
Mais ou menos 07:00 eu saí da cama e desfiz a mesma. Fui no tanque no térreo ao lado da cozinha, escovei os dentes e lavei o rosto. Durante à noite choveu muito e fez um pouco de frio. Tomei um café e comi um pão caseiro com os 06 presos celas livres que estavam na cozinha. Às 08:00 deixei a delegacia. Passei nos Correios e comprei um cartão telefônico de 20 unidades por 1,20 real e vinte centavos; e passei na banca de revista ao lado e comprei um exemplar do jornal O Popular. Na república tomei um banho quente. Liguei a televisão na emissora Bandeirantes, no telejornal Dia a Dia. Passei o resto da manhã lendo o jornal O Popular. Almocei. Pelas 13:00 fui no orelhão e liguei para o BEG, e perguntei se o pagamento da Polícia Civil tinha sido liberado. Alguém me disse que não. Datilografei alguns sonetos. Tomei um banho e, de carro, desci para a delegacia. Pelas 18:30 os presos celas livres que foram trabalhar na chácara do Dr. Pio delegado regional, chegaram com uma cobra Sucuri amarela de uns 03 metros e a puseram no chão para vermos. Levaram a cobra morta para dentro do presídio, tiraram o couro e repartiram a carne entre si, e fritaram a banha para servir de remédio.
(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)
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