segunda-feira, 15 de setembro de 2025

O porquê das manifestações populares

      O Brasil vive uma onda de protestos, que teve o seu auge (vinte cidades) no dia 17 de junho, segunda-feira. Representantes da classe estudantil foram às ruas protestarem contra as mazelas do Governo, como corrupção, falta de investimentos na saúde, educação, segurança pública e transporte público. Os gastos com a Copa das Confederações e a redução da maioridade penal também são alvo dos manifestantes.        

      O estopim da onda das manifestações populares no país teve origem em Goiânia, quando o preço da passagem de ônibus subiu de 2,70 para 3,00 reais. Em Goiânia os manifestantes promoveram quebra-quebra e se confrontaram com a Polícia.  A Justiça goiana com base na medida provisória do Governo federal que zerou o imposto Pis/Cofins cobrado das empresas de ônibus, decidiu retroagir o preço da passagem até um novo estudo, o que acalmou os manifestantes.

      Com base nesta medida provisória do Governo federal, muitas cidades não aumentaram o preço das passagens do transporte coletivo; e cidades como Recife, João Pessoa, Cuiabá reduziram o preço das passagens do transporte coletivo. Nestas cidades não aconteceram manifestações populares, e a paz reinou.

      Cidades que mantiveram o aumento das passagens do transporte coletivo, como São Paulo e Rio de janeiro, as manifestações aconteceram e ainda acontecem. Nestas cidades também ocorreram depredações do patrimônio público e privado e saques em lojas e afins. Pelo visto, muitos criminosos estão infiltrados nestas manifestações. A Polícia reagiu com muitas prisões e está de prontidão...

      A cidade de Porto Alegre - RS, com um novo projeto pretende reduzir ainda mais o preço das passagens de ônibus coletivo, em que haverá isenção do imposto sobre serviço de qualquer natureza - ISSQN -, o que é um exemplo para outras cidades, principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro, que teimam em não reduzir o preço das passagens do transporte coletivo. Temos que ter uma passagem compatível com o salário mínimo, que é um dos menores do mundo!

      Os manifestantes têm o apoio de vários partidos políticos da oposição. O momento é de discussão e reflexão! Os nossos governantes precisam ouvir os manifestantes e atender as suas reivindicações dentro do possível, até porque passamos por uma crise econômica e política, e também para que sejam evitadas novas manifestações, vandalismo e até atos terroristas. E também porque vivemos numa democracia, onde todos têm os mesmos direitos e deveres.  


Nota do autor: Nessa crônica lancei a expressão quebra-quebra


Goiânia, 19-06-2013


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