Rio Verde, 08 de maio de 1997 – Quinta-feira
Mais ou menos 06:30 desarrumei a cama. Fui no tanque no térreo escovei os dentes e lavei o rosto. Na cozinha da delegacia comi um pãozinho francês com margarina e tomei um café. Tem dia que eu compro uns 10 pãezinhos franceses. Também costumam comprar o policial Carioca e o preso cela livre de nome Klemer. Às 08:00 deixei a delegacia. Quando tem alguma ocorrência militar ou alteração eu passo para o escrivão ou escrivã do expediente, e quando é um caso mais grave eu passo para o delegado. Passei na banca Tio Patinhas, no centro, onde sou cliente desde que cheguei em Rio Verde e onde trabalha um irmão da igreja que frequento. Não comprei o jornal O Popular por não haver chegado; vem de Goiânia bem cedo. Subi para a república. Tomei um banho quente. Terminei de ler a revista Seleções do mês de fevereiro. Voltei para a minha máquina de escrever e datilografei alguns sonetos. Penso em publicar outro livro, mas não encontrei patrocínio. As editoras goianas não publicam menos de 500 exemplares e não fazem a distribuição para vendas. O autor é que tem que vender. As grandes editoras do Rio e São Paulo fazem a distribuição. O difícil é ter um livro aceito por elas devido à concorrência. Vou ter que pagar para publicar os meus livros. Não vejo outra solução.
(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)
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