domingo, 8 de março de 2026

O meu diário 96, 97 e 98

Rio Verde, 05 de junho de 1997 – Quinta-feira  


     Mais ou menos 07:00 eu me levantei da cama. Fui no banheiro à esquerda no final do corredor, escovei os dentes e lavei o rosto. Tem dia que prefiro ir no tanque no térreo ao lado da cozinha. Tomei meio copo de café que o preso cela livre fez. Às 08:00, de carro, deixei a delegacia de polícia. Na república tomei um banho quente. Liguei a televisão na Rede Bandeirantes. O remédio de nome Amoxifar que ganhei do médico que atende no presídio está me fazendo bem e até o pigarro na garganta ou faringite que tenho há uns 04 anos está acabando. Os comprimidos estão acabando. Almocei um pouco; não consigo comer toda a comida do marmitex. Ultimamente estou preferindo comer no meu quarto por ficar mais à vontade e assistir televisão. Tem uma mesa na cozinha, mas a maioria dos republicanos prefere comer em seus quartos, e também não por não ter hora de comer, pois cada um tem o seu horário disponível, e às vezes atrasa. Somos uma família, não existem discussões entre nós. E às vezes fazemos um churrasco, uma festinha de confraternização em que convidamos outros policiais e colegas. Há um escrivão de nome Romeu que não conversa comigo por causa de dois cachorros que tinham, e fui falar com ele para limpar as sujeiras dos mesmos e ele não gostou.


(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)

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