A história conta que o grupo étnico persa (ou persas), era um povo nômade de origem indo-europeia europeia que migrou da Ásia Central para a região pars no planalto iraniano por volta de 1000 a. C. onde vivia sob o domínio dos medos. Por volta de 550 a. C., Ciro II, o grande, rebelou-se contra os medos, unificou as tribos persas e conquistou a Média, e deu início ao Império Aquemênida, que se estendeu do Mediterrâneo à Europa e Índia. Os persas desenvolveram o zoroatrismo, religião monoteísta fundada pelo profeta Zaratustra (Zoroastro), que se baseia no culto a Ahura Mazda, o senhor da Sabedoria; e se tornaram uma administração organizada em satrapias (cerca de 120 grandes províncias), com grande força militar.
A mesopotâmia, terra entre os rios Tigre e Eufrates, é considerada o berço da cultural ocidental, hoje corresponde ao Iraque, Síria, Irã e partes da Turquia e Kuwait. Era habitado pelos sumérios tribos indigenas, que foram dominados pelos acádios, que foram dominados babilônios, que foram dominados pelos amonitas, que foram dominados pelos assírios, que foram dominados pelos caldeus, que foram dominados pelos medos, que foram dominados pelos persas. Os amonitas formaram o Primeiro Império Babilônico (1900 a.C.). Os caldeus formaram o Segundo Império Babilônico (600-500 a.C.), reconhecidos pelo Rei Nabuconosor II, construíram os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo.
Conforme o livro 2 Reis 24-25, do Velho Testamento da Bíblia Sagrada, o Reino do Sul (Judá) foi invadido pelos babilônios e medos, que levaram a maioria dos judeus para o cativeiro da Babilônia pelo rei Nabuconosor II, pela apostasia (adoração a Baal) e desobediencia aos mandamentos de Deus, com três deportações principais ocorridas (605, 597 e 586 a. C.) Nabuconosor II ainda mandou destruir o templo e levou todo ouro e a prata. Por um período de 70 anos os judeus ficaram na Babilônia livremente, onde prosperaram como comerciantes e mantiveram a fé e a sua identidade.
De acordo com o livro de Esdras 1: 1-4, do Velho Testamento, Bíblia Sagrada, no ano de 538 a. C. o rei persa Ciro, o Grande, conquistou a Babilônia dos medos, e emitiu um decreto para que os judeus pudessem retornar à Judá e reconstruir o seu templo. A volta dos judeus para Jerusalém marcou a transição do período tribal para o Judaísmo com base na lei (Torá) e surgimento das sinagogas. O rei Ciro ajudou na construção do templo e na elaboração dos livros da Torá por meio da escrita cuneiforme.
A Pérsia foi invadida pelos macedônios, que implantaram a cultura helenista; depois pelos gregos, romanos e pelos árabes. No século VII d. C. a Pérsia foi invadida pelos islâmicos (muçulmanos), mesmo assim não perdeu a sua identidade, e Teerã junto com Bagdá se tornaram num centro de conhecimento humano do Oriente Médio. No ano de 1935, a Pérsia mudou o nome para Irã, nome mais popular. No ano de 1979, aconteceu a Revolução Islâmica, que derrubou a monarquia Reza Pahlavi, Príncipe Herdeiro do Irã, e implantou o regime teocrático islâmico xiita (minoria da religião muçulmana) comandado pelos Aiatolá Khomeini. E desde o ano de 1979, o Irã declarou Israel e EUA como seus inimigos religiosos ou espirituais, e vêem trocando hostilidades e invasões. Ano passado Israel com apoio dos EUA invadiu Irã por 12 dias causando muita destruição e mortes. No dia 28-02 do corrente ano, EUA e Israel invadiram o Irã e mataram o líder supremo do país aiatolá Ali Khamenei e sua família e vários comandantes das forças armadas, o Irã contra-atacou Israel e bases dos EUA em vários países do Oriente Médio. Há muita destruição e mortes de civis, e sem previsão de negociação até o momento.
Goiânia, 02-03-2026
(Do meu livro Fatos Marcantes, artigos e crônicas, em revisão)
Nenhum comentário:
Postar um comentário