Numa festa de confraternização de fim de ano no meu escritório de advocacia, a minha funcionária da limpeza que é afegã me apresentou a sua filha de 30 anos de idade e a sua netinha de 05 anos, que vieram recentemente do Afeganistão para o Brasil. Ela me disse que sua filha é viúva e veio para ficar.
Assim como a sua mãe, ela tem origem muçulmana, usa uma burca. A sua mãe deixou de usar a burca faz tempo, porque está frequentando a minha igreja.
Eu tentava conversar com ela, mas não entendia a sua língua, nem ela entendia a minha, e ficávamos perdidos. Foi preciso que a sua mãe nos servisse de intérprete durante algum tempo.
Eu a pedi em namoro, e ela aceitou, fez um desenho de coração com as mãos. Passamos a conversar por sinais. Depois de um ano de namoro, não consegui aprender a sua língua, mas ela aprendeu muito a minha com apoio da sua mãe, e estamos nos entendendo muito bem.
Guapó, Goiás, 26-02-2026
(Do meu livro Minhas histórias; nossas histórias, pequenos contos e pequenas crônicas, em construção)
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