domingo, 22 de fevereiro de 2026

869 De pedreiro a Soldado PM

      No ano de 1980 do século passado, tinha 19 anos de idade, morava num cômodo alugado no centro de Goiânia, Goiás, para ficar mais perto do local de trabalho, um prédio de muitos andares, onde exercia a profissão de pedreiro. No imóvel havia outros cômodos alugados para rapazes solteiros. Eu fazia a minha comida e assistia a televisão na casa da dona do imóvel, uma idosa que gostava de mim.  

      Eu ia alegre para o serviço na minha bicicleta marca Caloi, cor vermelha. Ao faltar um dia de serviço devido a uma dor de barriga, fui despedido sem justificativa, sem um atestado médico. Se tivesse falado com o engenheiro que me trouxera de outra obra, talvez teria ficado, mas resolvi sair por não estar gostando do serviço nas alturas. 

      No dia 20 de janeiro de 1981, na minha bicicleta, saí para procurar um novo emprego. Ao ver dois policiais militares ao lado duma viatura, parei para perguntar se o concurso da PM estava aberto. Um dos policiais me disse que sim e me ensinou o endereço do Batalhão Anhanguera. No mesmo dia fiz a prova de conhecimentos gerais, de aptidão física e de exame médico. E fui aprovado para o Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar de Goiás.

      Voltei no meu esconderijo para pegar as minhas coisas e levar para a casa de meus pais, no Papillon Park, em Aparecida de Goiânia. Fui registrado com um número e inscrito no 1º pelotão do curso de Formação de Soldados da Polícia Militar, e me deram um armário e uma vaga no alojamento. O curso que seria de 06 meses durou quase um ano devido a formação dos quatro pelotões. Em dezembro aconteceu a nossa formatura, turma tenente Rui, que morreu durante o curso, problema de apendicite. 


Goiânia, 21-02-2026


(Do meu livro Minhas histórias; nossas histórias, pequenos contos e crônicas, em construção)

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