sábado, 10 de maio de 2025

O meu diário 96, 97 e 98

 Rio Verde, 08 de abril de 1997 – Terça-feira


     Passava das 06:00 quando eu me despertei. Levantei-me da cama e fui num tanque de lavar roupa no térreo ao lado da cozinha onde escovei os dentes e lavei o rosto. O8:00 passei as chaves para o policial civil Carioca. O meu serviço foi sem alteração graças ao meu bom Deus. De uns tempos para cá tenho orado menos, ou melhor, tenho orado somente na igreja. Não tenho orado à noite nem de manhã quando me levanto. A verdade é que ando um pouco descrente não com Deus, mas comigo mesmo diante de muitos problemas financeiros e prejuízos. Tenho feito alguns negócios errados que têm atrapalhado os meus planos. Sou um pouco ingênuo, preciso ser mais esperto. Alguns coisas ruins vêm ao meu encontro e eu não sei como evitar. Por exemplo, há dois anos estava de plantão na delegacia quando atendi um telefone, era uma moça vendedora que me ofereceu cotas de ouro, disse a ela que não estava interessado, até que ela disse que iria me visitar para me mostrar. Eu disse certo. Comprei 100g de ouro para pagar em 20 parcelas. E quando fui receber as 100g, a empresa fechou as portas e me causou um prejuízo. Tenho que pensar que não é só eu que leva prejuízo, que a vida é mesmo assim. 


(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, em revisão)

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