Antigamente o povo era mais religioso e místico, principalmente o da área rural. Havia gente que fazia uma reza e desaparecia quando queria, e se transformava em qualquer coisa. Hoje o povo está incrédulo, não acredita em coisas sobrenaturais, mas corre de assombrações.
Toda vez que eu vou na roça gosto de visitar a minha avó, que tem muitas histórias para contar, e gosto de ouvi-la. Não sou místico, mas acredito em mistérios e milagres. O misticismo ou magia ainda existe em certas culturas.
A minha avó me contou que uma certa família adotara uma criança do sexo feminino, que nunca quis se casar; que a partir de uma certa idade começou a ficar peluda e com as unhas grandes semelhantes à de um animal; que a família chamou um padre para fazer as orações, e o padre disse que era um caso perdido.
Certo dia ao amanhecer, a mulher não estava, a sua cama estava vazia. Passado um tempo fora contratado um caçador para dar fim numa onça que estava atacando o gado da região. Que o caçador ao mirar numa onça reconheceu ser a tal mulher que sorriu para ele; que não atirou, e a mulher sumiu na mata e não mais apareceu.
Goiânia, 01-05-2025
(Do meu livro Minhas histórias; nossas histórias, pequenos contos, em revisão por mim mesmo)
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