Lembro-me 15 anos atrás quando começara a namorar minha mulher, então soldado da Polícia Militar assim como eu.
Ela era muito areia para o meu caminhão.
Certa vez ela me disse que eu não teria nenhuma chance por me achar feio e
desajeitado, que era melhor eu partir para outra
Certo dia ela sofreu um acidente de moto
e quebrou as duas pernas, e teve que ficar um mês com as pernas para o ar. Na
minha folga eu a visitava com salgadinhos e suco. Ela me dizia que acabaria
engordando por minha causa. Eu lhe
dizia que era por uma boa causa. Depois de consolidarmos o nosso namoro, passei
a lhe mandar flores.
Hoje somos sargentos, e temos um casal de
filhos adolescentes, e continuo lhe mandando flores. Dia desses ela me disse
que com tantas flores teria que montar uma floricultura. Eu lhe disse que seria
muito bom, porque também gostar muito de flores.
Goiânia, 26-05-2025
(Do meu livro Minhas
histórias; nossas histórias, pequenos contos, em revisão)
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