No dia 20 de janeiro deste ano (2017) em uma cerimônia no Capitólio, em Washington D.C., capital dos Estados Unidos da América, o republicano Donald John Trump, 70 anos, será empossado como 45º Presidente da maior potência mundial. Em seu discurso de vitória Trump disse que recebeu uma ligação da candidata democrata, Hilary Clinton, admitindo a derrota e parabenizando-o pela vitória; agradeceu aos seus apoiadores e eleitores que ali comemoravam, e pediu a união dos democratas e republicanos, dizendo que é tempo de “estarem juntos, como um povo unido”.
Ao invés de Trump que nunca exerceu um
cargo político, Hilary tem uma carreira sólida, por ter sido primeira dama do
país no Governo de Bill Clinton, senadora, além de exercer outros cargos. Trump
é conhecido no país por ser um empresário bem-sucedido, excêntrico e ligado às
mulheres bonitas, e ter apresentado na televisão NBC o reality show intitulado
The Apprentice ou em português O Aprendiz. Durante a campanha eleitoral Trump
ainda causou polêmica com declarações inusitadas, como a que pegava “as
mulheres pelas partes íntimas”.
Para os analistas em política, Trump não
tinha apoio da mídia nem de artistas hollywoodianos e tampouco de intelectuais
e ainda lutou contra o partido do Governo. As pesquisas eleitorais davam como
certa a vitória da candidata do partido democrata, a ex-primeira dama; por isso
não devemos acreditar em tais pesquisas. Trump não acreditou e foi em frente
com sua irreverência e jeito brincalhão e ganhou a simpatia de grande parte do
eleitorado americano. O que parecia um sonho se tornou uma realidade. O
resultado da apuração dos votos pegou muita gente de surpresa. E muitos ainda
não engoliram o velho Trump.
Na cerimônia de entrega do Globo de Ouro,
a atriz Meryl Streep criticou acintosamente por 06 minutos Donald Trump por ter
imitado os cacoetes de um jornalista deficiente físico na campanha eleitoral e
ameaçar expulsar os estrangeiros ilegais. Em sua página no Twitter, Trump negou
ter zombado do jornalista e que foi apenas uma brincadeira a uma crítica que
recebeu do mesmo; e contra-atacou: “Meryl Streep é uma das atrizes mais
superestimadas de Hollywood. Uma puxa-saco de Hilary, que perdeu feio na
eleição”.
Há de se considerar que Meryl Streep (67)
é uma das atrizes mais respeitadas no país, mas não é hora de fazer críticas a
um presidente eleito, é hora da união de perdedores e vencedores. É hora de
todo cidadão americano torcer para que Trump faça um bom governo e que o país
volte a crescer. Depois do primeiro presidente negro, os EUA elegem o
presidente mais velho de sua história, mas com um espírito jovem e com um
cabelo loiro e espalhafatoso, que inspirou o personagem Biff Tannem (terror do
jovem Martin McFLy), do filme De Volta para o Futuro (1989), e que chegou a ser
prefeito de Chicago depois de ficar muito rico no segundo episódio da trilogia.
Coincidência ou não, passados 27 anos Donald Trump chega à presidência dos EUA.
(Do meu livro A vida é uma passagem, crônicas, em revisão)
Goiânia, 13 de janeiro de
2017
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