Nos idos de 1990 trabalhava numa delegacia de Rio Verde,
Goiás, e certo dia quando estava indo para o expediente, num cruzamento próximo
a uma agência do Banco do Brasil a postos dois homens encapuzados com dois
fuzis controlando o trânsito; não me abordaram, apenas olharam no interior do
meu carro. Quando cheguei no serviço soube que acabara de assaltar o Banco do
Brasil. Se tivessem me reconhecido como cana, certamente não teria sobrevivido para narrar esta história.
Alguns meses depois, a quadrilha foi identificada e presa
noutro Estado. Um dos mentores do assalto foi transferido para a comarca de Rio
Verde. O preso era um atrativo para os advogados, tinha muitos visitantes, comprava
o que queria e ainda distribuía dinheiro a outros presos. Em pouco tempo, houve
uma fuga em massa, serraram as grades, e o preso endinheirado foi embora junto
para nunca mais voltar.
Goiânia, Goiás, 25-03-2020
Alonso Rodrigues Pimentel
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