Numa casinha simples inacabada, na periferia de uma pequena
cidade do nordeste do Brasil, morava uma idosa aposentada arrima de família.
Todo final de mês ela pagava um conhecido para levá-la a um banco no centro da
cidade para receber o seu esperado salário. Quando estava na casa lotérica para
pagar algumas contas e fazer uma apostinha chegaram dois ladrões, um com a arma
em punho e o outro arrecadando dinheiro e objetos de valor dos caixas e
clientes. Ao se confrontar com o ladrão, meio tremula, ela disse: Toma, meu
filho, é o que eu tenho. O ladrão olhou bem em seus olhos e disse: Não Vó, não
precisamos do seu dinheiro, fica na paz.
Goiânia, 20-03-2020
Alonso Rodrigues Pimentel
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