Na delegacia de polícia, fiquei sabendo que a tal quadrilha era
especializada em roubos e assaltos a bancos em pequenas cidades em todo o país,
por terem uma Segurança Pública ineficiente. E que o Banco do Brasil por conter
muitas agências rurais e muito volume de dinheiro era o preferido de suas
ações. (A cidade de Rio Verde cresceu bastante, conta uma população em torno de
240 mil habitantes e a Segurança Pública foi reforçada com armamento pesado, e
com isso os roubos a banco se tornaram uma raridade).
Uma quadrilha geralmente está ligada a uma facção criminosa
e conta com chefes e subalternos na linha de frente, e na retaguarda conta com
o pessoal que trabalha na logística, informantes e até funcionários de alguns
bancos. Um roubo a um banco é estudado e calculado nos mínimos detalhes, como
conhecer a cidade, a agência e rotas de fuga para não dar errado.
No caso do roubo ao Banco do Brasil de Rio Verde, pelo visto
os assaltantes escolherem uma rota de fuga mais rápida com acesso à avenida
principal onde haveria saída para vários trevos mesmo tendo que passar defronte
a uma delegacia, e só não contavam que os policiais estariam de fora observando
o trânsito e vai-e-vem das pessoas. Creio que a rota de fuga deveria ser outra
mesmo que sinuosa e obscura, mas para isso deveriam contar com um guia ou
informante. Bom para os policiais, que frustraram mais um assalto a banco.
Vale ressaltar que os roubos a banco em pequenas cidades
do país com cerca de 100 mil habitantes diminuíram bastante devido ao
monitoramento de câmeras de segurança e aumento de contingente das Polícias
Militar e Civil, além das criações das Guardas Municipais e Superintendências
Municipais de Trânsitos. Com a integração e aparelhamento das forças públicas,
Polícia Civil, Militar, e criação de delegacias especializadas em roubos a
banco e caixas eletrônicos, muitas quadrilhas foram detectadas e muitos roubos
foram frustrados e terminaram com muitos bandidos presos.
O foco das quadrilhas agora são os túneis que os levam
direto aos cofres, detonações de caixas eletrônicos e assaltos aos carros fortes,
que acabam não resistindo a um forte armamento e roubos de cargas valiosas nas
rodovias federal e estaduais. São ações rápidas que surpreendem as polícias
rodoviárias federal e estaduais pela falta de contingente ao longo das
rodovias. Destarte, muitas empresas de transporte de valores e cargas estão
contratando escoltas, que nem sempre resolvem. Mas, cabe aos Governos federal e
estaduais investiram nas polícias Rodoviárias, com mais contingente e armas
pesadas. Só assim, a bandidagem tende a diminuir.
Goiânia, 27 de
março de 2020
Alonso Rodrigues Pimentel
Nenhum comentário:
Postar um comentário