Tratar-se-á de um novo esporte, com regras antissociais
que exige muita resistência do atleta ou paciente, e não faz distinção de raça,
idade, sexo ou classe social. Cada atleta terá que se alimentar bem e
desenvolver os seus anticorpos ou resistência biológica para vencer o invisível
novo coronavírus, um tipo de vírus advindo de animais como morcegos e porcos
batizado de SARS-CoV-2. É preciso ter ainda determinação, força e fé em Deus
para ser um vencedor.
Por ser um esporte desgastante que conta com a
participação de todos os habitantes ou atletas do planeta, todos os outros
esportes como futebol, vôlei e tênis foram suspensos. É um esporte sem torcida
onde o isolamento social e o uso de máscaras são obrigatórios, porque ninguém
poderá se contaminar exceto os jogadores ou infectados. Os atletas ou pacientes
que desenvolveram a Covid-19 precisam contar o apoio dos médicos e recursos da
Medicina para venceram o terrível novo coronavírus, pois se perderem, perdem a
vida; é uma luta mortal em que só um sobrevive.
Já estamos no quarto mês de competição, com 2.710.070
casos confirmados e 190.098 mortes no mundo (estatísticas de 23-04-2020) e cerca
de 100 mil novos casos por dia; e vários países já estiveram na liderança. A
China liderou algumas rodadas, e a Itália também. A liderança agora é dos
Estados Unidos com 876.156 casos confirmados e 49.648 mortes, que provavelmente
será o campeão, pois dificilmente será ultrapassado pela Espanha, segunda
colocada com 213.024 casos registrados e 22.157 mortes. O Brasil com 91.589
casos confirmados e 6.329 mortes (dados 01-04-2020) ocupa a 10ª posição,
podendo subir algumas posições até o final do campeonato, pois é o 3º em novos
casos.
É um esporte individual parecido com as lutas do UFC,
onde a diferença é que o perdedor sempre morre e é diagnosticado com a
2019-nCoV ou Covid-19 – Síndrome Respiratória Aguda Grave. O adversário é novo
coronavírus, e os juízes são os médicos que vão acompanhar a saúde dos atletas
e assinarem as súmulas constando vitórias ou derrotas, falecimentos. Todos os
habitantes de um país participam do jogo, mas quem tem comorbidades (doenças
crônicas como diabetes e cardíacas e obesidade) têm mais chances de perder.
Quem já era atleta ou tem uma saúde excelente tem mais chance de sobreviver.
Diferente dos outros campeonatos esportivos não há
troféus nem prêmios em dinheiros. Os atletas ou pacientes vencedores receberão
um prêmio, a vida; enquanto que os perdedores não têm direitos a velórios e são
enterrados covas coletivas. Os países vencedores com os maiores números de
casos confirmados e mortes receberão um título de incompetência pela falta de
investimentos, e terão de arcarem com os prejuízos em diversas áreas como
indústria, comércio, ciência, turismo, esportes, educação e cultura. Os EUA apesar
de ser a nação mais rica, têm um sistema de saúde pública precário que não
atende a população carente, destarte, está pagando caro por não priorizar o referido sistema.
Goiânia, 01-05-2020
Alonso Rodrigues Pimentel
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