São bonitos e inteligentes, com asas longas e largas que
facilitam planarem nas correntes de ar, têm um pescoço liso que evita acúmulos
de restos de comida e as narinas vazadas (bico perfurado) que facilitam a
respiração, e são incapazes de caçar devido ao formato e tamanho de suas patas
que dificultam agarrar as presas e dão pulinhos quando caminham, por isso
preferem a carcaça de animais mortos onde os mais velhos têm prioridade na hora
de se alimentar. Vivem em bando ou sociedade.
Notei ainda que são muito organizados e higiênicos, e se
limpam o tempo todo, e não cantam, crocitam. E com a minha presença inoportuna
alguns mudaram de posição, mas não debandaram, por estarem acostumados a nós
seres humanos. Pensei comigo mesmo: Os
urubus é que são espertos, pois além de voarem bem alto e contemplarem a
Natureza, precisam de muito pouco para serem felizes, isto é, de animais mortos,
e, ainda, são úteis à fauna terrestre como faxineiros.
No mundo há 07 espécies de urubus. No Brasil vivem 05
espécies, que são: urubu-rei, urubu-da-mata, urubu-de-cabeça-vermelha,
urubu-de-cabeça-amarela e urubu-de-cabeça-preta. Têm uma excelente visão e
olfato (100 vezes a de um ser humano); são capazes de ver um animal morto a 3
mil metros e altura e sentir o cheiro a 50 km de distância. Têm como predadores
as jiboias e as sucuris. Os urubus estão invadindo as cidades, e por terem um suco gástrico potente são úteis na
prevenção de muitas doenças como o Antraz ao eliminarem
microrganismos contidos em carniças. Enfim, vamos conviver com os urubus, que
só nos fazem o bem apesar da má fama.
Goiânia, 22-05-2020
Alonso Pimentel
Nenhum comentário:
Postar um comentário