Há 10 anos formamos um grupo de pescaria com 10 pessoas sem contar as mulheres e as crianças. E elegemos uma diretoria a cada dois anos para cuidar da logística da viagem.
Montamos o nosso acampamento de três de dias à beira de um rio ou de uma represa. O local é escolhido com antecedência, e as despesas são divididas entre os membros. É uma confraternização entre parentes e amigos que já rendeu até casamento.
Na última pescaria eu convidará o meu velho amigo, 50 anos de idade dois anos mais velho do que eu, que é mágico e vive viajando pelo mundo afora. Em dado momento estávamos sentados ao redor de uma mesa tomando uma cerveja enquanto esperávamos o almoço, quando ele disse que primeiro ia dar um mergulho no Rio, só que não voltou do mergulho, e deixou todos nós preocupados.
Fizemos uma ocorrência policial e chamamos o Corpo de Bombeiros que fez buscas e não encontrou o seu corpo. Quando já estava em casa, o meu celular tocou, era o meu amigo a me dizer que foi uma brincadeira, uma mágica, e me pediu desculpas, e que voltará na próxima pescaria com mais novidades.
Goiânia, 16-08-2026
(Do meu livro Minhas histórias; nossas histórias, pequenos contos e pequenas crônicas, em construção)
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