domingo, 26 de julho de 2026

O meu diário 1996, 1997 e 1998

 Rio Verde, 18 de junho de 1997 – Quarta-feira 


     Mais ou menos 06:00 eu me despertei. Liguei a televisão na Rede Bandeirantes, no programa da igreja evangélica Internacional da Graça de Deus. 07:00 levantei-me da cama cheio de vida e esperança. Fui no tanque no térreo ao lado da cozinha, escovei os dentes e lavei o rosto e enxuguei-o com uma toalha. A frente fria passou, felizmente. Fui numa cela na Ala B e tomei café e comi um pãozinho francês com margarina. Tenho mais amizade com os presos a Ala B, que são especiais, menos perigosos, e não têm contato com os presos da Ala A. Na noite passada recebi um telefonema da minha irmã Deusa, que me disse que a nossa mãe pretende ir no vilarejo Bebedouro, em Mimoso de Goiás, visitar o seu pai e nosso avô, Febrone José Martins no seu aniversário de 82 anos, no dia 29. Disse a ela que talvez iria se o delegado me dispensasse. Esperei o delegado regional Dr. Jaime Pio Gomes chegar e falei com ele, que me dispensou por uma semana. Subi para a república. Mais ou menos 12:00, de carro, desci para a casa da Wanessa Santos Pereira que fica defronte à rodoviária a esquerda. Os seus pais, Vanda e Benedito, me receberam bem. A Wanessa me cumprimentou, e trouxe uma bíblia para me mostrar com letras grandes e depois embrulhou num papel presente porque seria para a minha mãe. Comprei dela mais dois livros e dei a ela um monte de revistas de músicas evangélicas com notas músicas, pois tinha a intenção de aprender a tocar violão, mas desisti. Conversei um pouco com ela e com os seus pais e me despedi. 18:00 assumi o plantão da delegacia. Às 20:00 participei da reunião do Conselho Municipal da Cultura sob a presidência do escritor Filadelfo Borges, no palácio da Intendência, por onde passou o interventor de Goiás, Pedro Ludovico Teixeira. 


(Do meu livro O meu diário 96, 97 e 98, memórias, em revisão)

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