sexta-feira, 12 de junho de 2026

935 Caramuru brasileiro

      Antes de Portugal tomar posse do recém descoberto território que se chamaria Brasil, havia muitas tribos indígenas que praticavam o canibalismo, ou seja, o consumo de carne humana. 

      Conta a história que antes da chegada dos exploradores portugueses, um navegador de nome Diogo Álvares Correia (Viana do Minho, Portugal, 10 de janeiro de 1475 - Salvador, Brasil, 5 de outubro de 1557) naufragou na Bahia de Todos os Santos, em Salvador, Bahia, e foi salvo pela tribo Tupinambás, porém os seus companheiros não tiveram a mesma sorte, ou seja, foram mortos pelos Tupinambás. Após a sua detenção o colocaram numa jaula onde era bem alimentado. Ao perceber que estava sendo preparado para um banquete antropofágico, teve a ideia de fazer um artefato com pólvora e dar um tiro, o que assustou os nativos que correram em debandada. 

      O cacique temeroso o libertou e o chamou de Caramuru (do tupi Caramuru, moreia, nome de peixe), o deus do trovão, e ainda lhe ofereceu suas duas filhas Paraguaçu e Moema para serem as suas esposas. Mas ele aceitou somente a Paraguaçu, que o ajudou a catequizar toda a tribo e facilitar a colonização por Portugal.


Goiânia, 12-06-2026


(Do meu livro Minhas histórias; nossas histórias, pequenos contos e pequenas crônicas, em construção)

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