segunda-feira, 4 de maio de 2026

O meu diário 1996, 1997 e 1998

Rio Verde, 11 de junho de 1997 – Quarta-feira


     Mais ou menos 07:00 eu me despertei e levantei, enrolei o colchão com o lençol e os dois cobertores e pus o embrulho no porta malas do meu carro, Chevette branco, ano 1982. Fui no banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto. Ainda está fazendo muito frio. Visto uma blusa de courvin que trouxe de Goiânia, que comprei quando tinha uma moto Honda XL-250R. Uma blusa de napa que tinha dei para o meu pai na última vez que estive em Goiânia. Tomei café em uma das celas do pavilhão B. Esperei a escrivã Marilda chegar para pegar o meu contracheque ou demonstrativo de pagamento, que consta que vou receber 507,00 reais. A perda do apartamento (dinheiro de duas casas em Aparecida de Goiânia) devido à falência da empresa que estava construindo atrapalhou os meus planos até de me casar, pois desfizera um namoro com uma moça. Mais são águas passadas. 08:30, de carro, deixei a delegacia. No meu quarto juntei numa pasta alguns textos que publicara em jornais. 17:45, de carro, desci para a delegacia para assumir o plantão, onde encontrei o agente policial conhecido por Pedrinho que trabalha em Goiânia, que trabalhou aqui em Rio Verde no final da década de 80, que me falou de alguns concursos em aberto.


(Do meu livro O meu diário 1996,1997 e 1998, em revisão)

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