Sou seguidor do Campeonato Mundial de Fórmula 1 desde os 11 anos de idade, quando despontava o talento do piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, que foi campeão em 1972 e 1974, com 149 largadas, 14 vitórias e 35 pódios; que também foi campeão da Fórmula Indy em 1989, e bicampeão das 500 milhas de Indianápolis em 1989 e 1993. E está no seleto grupo de 04 pilotos campeões da Fórmula 1 e Indy.
A seguir veio o Nelson Piquet, tricampeão
mundial 1981, 1983 e 1987. O Brasil voltou a brilhar com Ayrton Senna,
tricampeão 1988, 1990 e 1991. Senna antecipou a sua carreira aos 34 anos de
idade, no ano de 1994, quando sofreu um acidente fatal no GP de San Marino, Ímola,
Itália, no final da curva Tamburello, ao se chocar contra um muro de proteção.
Lembro-me do piloto italiano Alessandro
Zanardi, nascido em 23-10-1966, em Bolonha, Itália, que correu pela F-1 nas
temporadas de 1991, 1994 e 1999, em 44 GPS, onde só conquistou um ponto.
No ano de 2001 voltou a disputar no CART,
pilotando o carro número 66, fazendo dupla na equipe com o brasileiro Tony
Kanaan, e quando disputava uma prova no circuito oval EuroSpeedway Lausitz, na
Alemanha, após uma saída do boxe, o seu carro rodou na pista e ficou
atravessado quando foi atingido na lateral pelo carro do piloto canadense Alex
Tagliani a mais de 300km/h, e foi levado para o hospital, mas perdeu as duas
pernas acima do joelho.
Após a amputação das duas pernas, com um
carro adaptado, disputou o Campeonato Europeu de Turismo de 2004, e no ano de
2005 e 2009 disputou o campeonato de Mundial de Turismo WTCC (World Touring Car
Champion) com 04 vitórias e 10 pódios. Em 2014, disputou o Mundial de Gran
Turismo, e em 2015 disputou as 24 horas de Spa.
No ano de 2007 estreou no paraciclismo
(ciclistas de mão), obtendo um quarto lugar na maratona de Nova York, e no ano
de 2010 venceu a maratona de Roma. No ano de 2012, competindo na categoria de
paraciclismo, com uma handbike, conquistou 02 medalhas de ouro e uma prata nos
Jogos Paralímpicos de Londres 2012. E nas Paralimpíadas do Rio de Janeiro de
2016, conquistou 02 medalhas de ouro e 01 de prata, tornando-se o maior campeão
do Paraciclismo nos Jogos Paralímpicos.
Em junho de 2020, enquanto competia com
sua handbike, numa rua de Toscana, na Itália, numa prova beneficente, foi
atingido por um caminhão, e foi levado em coma para o hospital, e não pode mais
competir devido a várias cirurgias, sendo tratado por enfermeiros e familiares.
No dia 1º maio de 2026, dia do trabalhador no Brasil e em outros países, fiquei
sabendo da sua morte pela televisão. Certamente foi um grande desportista,
exemplo de luta de superação após vários acidentes.
Goiânia, 04-05-2026
(Do meu livro Histórias do esporte, artigos e crônicas, em revisão)
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