De acordo com a lenda, Rômulo e Remo eram filhos do deus Marte e da mortal Reia Silva, que foram abandonados às margens do rio Tibre, mas salvos por Luperca, uma loba que os amamentou, e depois foram criados por um pastor. Rômulo matou o seu irmão Remo após uma disputa pela escolha da colina (Paladino ou Aventino) onde seria construída a cidade de Roma, num local onde existem sete colinas, e se tornou o primeiro rei de Roma. Historicamente, Roma foi fundada no século VIII por pastores agricultores na região do Lácio, localizada no centro na península Itálica, pela fusão de povos latinos, sabinos, etruscos e gregos. E de onde surgiram as línguas neolatinas como o português e o espanhol. A data da fundação de Roma, conforme o calendário romano, é 21 de abril de 753 a. C.
Com o desenvolvimento da região, Roma se tornou numa cidade-estado de grande importância, governado pelo senado, que decidiu formar a República Romana e formou o primeiro triunvirato liderado por Júlio César, Pompeu e Crasso. E devido as ambições de Júlio César em se tornar ditador vitalício, vieram as crises e o assassinato de Júlio César pelos próprios senadores, inclusive com a participação de seu criado Brutus. Após a morte de Júlio César e de seus rivais como Marco Antônio, Otávio Augusto, neto de Júlio César, assumiu o poder absoluto e se tornou o primeiro Imperador em 27 a. C., quando recebeu o título de Augusto. Foi quando o Império Romano atingiu o seu auge territorial, ou seja, quando Augusto anexou o Egito como província romana ao derrotar Cleópatra rainha do Egito e seu aliado Marco Antônio, na batalha de Áccio, em 31 a. C., que marcou o fim do reino Ptolemaico do Egito.
A maioria dos povos da antiguidade e idade média não tinha uma força armada para proteger as suas aldeias, vilas, povoados e cidades. Por isso a maioria das cidades eram cercadas por muros e fortalezas, que na maioria das vezes não resistiam a ataques e invasões dos povos mais poderosos, que saqueavam as cidades e os seus templos religiosos, e levavam ouro, prata e obras de arte. Os povos invasores mudavam os governantes dos povos invadidos, que eram obrigados a pagarem impostos.
No ano de 455 d. C. a cidade de Roma capital do Império Romano do Ocidente, despertou com muitos navios no horizonte do rio Tibre, e os soldados romanos nada puderam fazer diante da grande quantidade de soldados vândalos, que invadiram e saquearam os templos e moradores, levando ouro, prata e obras artes preciosas. Em 476 d. C. diante de outras invasões Bárbaras, povos germânicos (como godos, vândalos e francos) o imperador Rômulo Augusto foi obrigado a abdicar do seu trono, em favor de Odoacro, chefe militar germânico. E Roma sofreu a decadência ao longo dos séculos IV e V com as invasões bárbaras, que causou instabilidade política, colapso econômico e enfraquecimento do exército romano, que marcou o fim da antiguidade e início da idade média, e início do feudalismo devido a fuga das pessoas para a área rural por mais segurança.
Os vândalos eram um povo germânico oriental da região sul da Polônia e Escandinava, liderados pelo rei Genserico, que estabeleceram o Reino Vândalo (429-534), e que dominaram o norte da África e o mar Mediterrâneo Ocidental. Era um povo convertido ao Cristianismo Ariano, divergente da Igreja Católica. O reino dos Vândalos durou até o ano de 534 d.C., quando foram derrotados pelo general Belizário, enviado pelo Imperador Bizantino Justiniano. Com a derrota os Vândalos foram absorvidos por outros povos.
Após o fim do Império Romano Ocidental que tinha como capitais, a cidade de Roma e Ravena, o Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino), se levantou com a capital Constantinopla (conhecida por Bizâncio, atual Istambul). O Império romano do Oriente ou Império Bizantino, chegou ao fim no dia 29 de maio de 1453, com a queda de Constantinopla, quando o imperador Constantino XI e seu exército foram derrotados pelos soldados otomanos comandados por Maomé II, que causaram bombardeiros intensos até romperem as muralhas de Constantinopla. O fim do Império Romano do Oriente encerrou mil anos de herança romana, e Constantinopla passou ao domínio do Império Otomano (1299-1922), reino islâmico fundado por Osman I na Anatólia, que durou até a Primeira guerra Mundial, e foi substituído pela República da Turquia.
Goiânia, 27-04-2026
(Do meu livro Novos Horizontes, artigos e crônicas, em construção)
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