Afonso Henriques (1109, Castelo de Guimarães, Guimarães, Portugal – 6 de dezembro de 1185, Coimbra, Portugal) apelidado de “o Conquistador” foi o primeiro rei coroado de Portugal a partir de 1139, mas começou a reinar em 05 de outubro de 1143 após a conferência de Zamorra, até a sua morte em 06 de dezembro de 1185.
A capital era Guimarães, apelidada de “Cidade Berço”, onde o Condado Portucalense se formou. Com a consolidação do Reino de Portugal em 1139, a capital mudou-se para Coimbra. E Lisboa era uma importante cidade ocupada pelos muçulmanos ou mouros do norte da África que ocupavam outras cidades nos limites do território de Portugal.
No ano de 1147, Dom Afonso Henriques, com apoio dos Cruzados, tropas militares apoiadas pelo Papa, vindas do norte da Europa, lutaram contra os muçulmanos (mouros), e cercaram Lisboa por terra e mar durante alguns meses, o que causou a rendição e expulsão dos mouros.
Dom Afonso Henriques após uma negociação após a luta armada, conseguiu a expulsão dos mouros de outras cidades, ampliando as fronteiras para o sul, desde Leiria até Alentejo, e duplicou o território de Portugal. E no ano de 1255, a cidade de Lisboa assumiu o posto de capital de Portugal até os dias de hoje.
Manuel I (Alcochete, Portugal, 31 de maio de 1469 – Lisboa, Portugal, 13 de dezembro de 1521), cognominado de “o Venturoso”, foi Rei de Portugal e Algarves, de 1495 até a sua morte em 1521. O seu antecessor foi João II seu primo. O seu sucessor foi João III. Durante o seu reinado, o país se consolidou na navegação marítima e comércio. Entre os seus principais navegadores estavam Bartolomeu Dias, primeiro europeu a contornar o Cabo da Boa Esperança, Vasco da Gama que seguiu numa expedição até Calicute, na Índia, pelo Cabo da boa Esperança, e Pedro Álvares Cabral.
Em março do ano de 1500, o rei Dom Manuel I enviou para o Oeste do caminho para a Índia, uma expedição ou esquadra de 13 embarcações, composta de 10 naus e 03 caravelas e uma naveta com mantimentos, com cerca de 1500 pessoas, incluindo fidalgos, pilotos, jesuítas, cozinheiros e guardas armados. No dia 22 de abril após 44 dias de viagens avistaram o monte Pascoal (nome dado em homenagem ao dia do descobrimento na Páscoa), Porto Seguro, Bahia, e desembarcaram no litoral, onde foram recebidos pelos nativos. A primeira missa foi realizada no dia 26 de abril por Henrique de Coimbra, frade e bispo português, em Santa Cruz Cabrália, no litoral sul da Bahia. E o escrivão Pero Vaz de Caminha foi quem escreveu a primeira carta endereçada ao rei Dom Manuel I relatando o descobrimento da terra, que passou a ser chamada de Pindorama pelos indígenas, Ilha de Vera Cruz, Terra Nova, Terra dos Papagaios, Terra de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz, Terra Santa Cruz do Brasil, Nova Lusitânia, Terra do Brasil, e posteriormente República Federativa do Brasil.
Na verdade, o Brasil não foi descoberto no dia 22 de abril de 1500, pela existência de nativos e visitas de navegadores aventureiros ou piratas europeus em busca de ouro e pedras preciosas. Também existiam navegadores e exploradores autônomos que eram contratados por países como Portugal e Espanha, dentre eles os italianos, Cristóvão Colombo em viagens registradas no ano 1492, e Américo Vespúcio que visitou partes das Américas, que ganhou esse nome em homenagem ao seu nome.
Vale ressaltar que o Tratado de Tordesilhas foi assinado no dia 07 de junho de 1494, num acordo entre Portugal e a Coroa de Castela (Espanha) que dividia as terras descobertas fora da Europa numa linha imaginária de 370 léguas, cerca de 2.350 km, a oeste de Cabo Verde, sendo que as terras a leste pertenceriam a Portugal e a Oeste à Espanha, o que garantiu a Portugal parte do Brasil. Mas devido a descobertas de muitas terras, o Tratado de Tordesilhas foi substituído pelo Tratado de Madri, em 1750, e o Brasil teve o seu território aumentado.
Goiânia, 22-04-2026
(Do meu livro Novos Horizontes II, artigos e crônicas, em revisão)
Nenhum comentário:
Postar um comentário