domingo, 23 de julho de 2023

440 Tive que me molhar também

     No ano de 1982/83 era soldado e exercia a função de guarda de trânsito no Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Goiás, ora localizado no bairro de Campinas, em Goiânia. A minha missão a pé era controlar o trânsito e multar os infratores de uma rua ou avenida no centro da cidade.


     Cumpria uma escala de serviço de segunda a sexta-feira de meio expediente (6 horas) pela manhã ou à tarde. Gostava do serviço. Um caminhão de choque com assentos nos dois lados da carroceira levava-nos até o local do serviço e nos buscava no final do expediente. 


     Certo dia no final no final da tarde, uma chuva pegou todos nós de surpresa, ou seja, sem as capas de chuva, e todos se molharam, exceto eu, que ficara debaixo duma marquise duma loja. 


     Quando o caminhão do choque chegou para nos buscar ainda chovia, para o meu azar. O tenente percebeu que só eu não havia se molhado, então me disse: Vem para chuva se molhar também, seu engraçadinho. E os meus colegas acharam graça!


Goiânia, 23-07-2023


(Do meu livro Minhas Histórias, em construção)

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