Depois do dia 11-03-2020 quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a então epidemia da Covid-19 em pandemia por atingir mais de 50 países com milhares de mortes, muita coisa mudou no circuito do tênis assim como em outros esportes. Todos os torneios de tênis foram cancelados devido ao isolamento social imposto pelas autoridades para conter a propagação do novo coronavírus.
A
expectativa era que a pandemia durasse só um mês, mas 5 meses se passaram e os
casos de infectados só aumentaram embora o índice de mortes tenha diminuído. O
mundo viu que era preciso aprender a conviver com a pandemia, senão haveria um
caos na economia com efeito dominó na sociedade. Após 5 meses de paralização,
os torneios de tênis voltaram com restrições de público, uso de máscaras,
distanciamento e protocolos de higienização. A volta aconteceu na chamada bolha
de Nova York, ou ATP Master 1000 de Cincinatti e Grand Slam de US Open.
O Grand Slam
de Winbledon, Londres, Inglaterra, que aconteceria entre 29 de junho e 12 de
julho foi suspenso assim como outros Masters 1000. O Grand Slam de Roland
Garros, Paris, França, que aconteceria em maio na primavera em quadras de
saibro, só foi possível acontecer entre os dias 21 de setembro e 11 de outubro,
no outono, com restrições de público, 1000 pessoas por dia, uso de máscaras,
distanciamento dos assentos, medida de temperatura e uso de álcool em gel nas
mãos.
A mudança da
data do Grand Slam de Roland Garros também alterou o andamento da competição,
já que o outono de Paris é muito frio, média de 10 graus célsius e chove
bastante, e com mais umidade a bola fica pesada, anda pouco, e os atletas
acostumados com calor sentem mais. O frio afeta o aquecimento físico dos
atletas. Por isso, houve muitas reclamações, desistências e até derrotas
inesperadas. A tenista Victoria azarenka reclamou que não era obrigada a
suportar tanto frio. Rafael Nadal também reclamou. A court Philippe Chatrier
recém coberta, com capacidade para 15 mil pessoas, uma das 16 quadras do Stade
evitou a prorrogação da maioria das partidas.
No simples feminino a
final foi no sábado, 10, entre a polonesa Iga Swiatec, 19 anos, e a americana
Sofia Kenin, 21 anos. Iga Swiatek que não era a favorita foi a vencedora, com
parciais de 6-4 e 6-1. Swiatek é a primeira polonesa a conquistar um Grand Slam
e a 2ª tenista mais nova a ganhar um Roland Garros, antes Monica Seles, sérvia,
naturalizada norte-americana que conquistou Roland Garros em 1990, aos 18 anos.
Outra polonesa de destaque foi Agnieszka Radwanska que se aposentou em 2018 e
foi número 2 do ranking, e conquistou 22 títulos da WTA e ITF, mas nenhum Grand
Slam. Nas duplas masculinas a final foi entre o croata Mate Pavic e o
brasileiro Bruno Soares contra os alemães A. Mies e K. Krawietz. Os campeões
foram A. Mies e K. Krawietz, com 2 sets a 0, parciais 6-3 e 7-5, e se tornaram
ainda bicampeões seguidos.
No domingo, 11, foi a
decisão das duplas femininas, e a húngara Tímea Babos e a francesa Kristina
Mladnovic venceram a americana Desirae Krawczyk e a chilena Alexa Guarachi, por
2 sets a 0, com parciais 6-4 e 7-5. O encerramento do torneio foi com o simples
masculino, duelo entre sérvio Novak Djokovic e o espanhol Rafael Nadal. Nadal superou
Novak por 3 sets a 0, com parciais 6-0, 6-2 e 7-5. Foi o 13º título de Nadal em
Roland Garros, que se consolida como o rei saibro, e soma 20º título de Grand
Slam se igualando a Roger Federer. Djokovic continua com 17 títulos. E a briga
entre os três pelo recorde continua... Vale lembrar que os torneios da WTA
(mulheres) só voltam ano que vem. Os torneios da ATP (homens) restam o ATP 500
de São Petersburgo, Masters 1000 de Paris e o ATP Finals de Londres. Se a
pandemia deixar, é claro!
Goiânia, 12-10-2020
Alonso Pimentel
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