Em 2012, na venda de um apartamento, a compradora perguntou sobre minha vida sentimental. Eu disse a ela que estava em processo de separação, que a minha ex-mulher, mãe de um casal adolescente, que conheci em 2010 na internet foi embora para Bruxelas, na Bélgica, enamorada por um português, pai de duas meninas pequenas, aventureiro, que o conheceu numa feira pelo país enquanto vendia bolsas.
Passados alguns dias, a sobrinha da compradora do
apartamento, uma loira muito bonita, com duas filhas pequenas, ligou para mim,
e começamos a namorar. Ela queria se juntar. Eu disse a ela para esperar um
pouco mais; pois, precisávamo-nos conhecer melhor.
Certa vez, ela veio em casa, e navegando-nos numa rede
social eu mostrei a ela a foto da minha ex-mulher e do português. Ela disse que
ia conversar com o português para pegar informação sobre minha ex-mulher. Achei
meio estranho. Depois ela disse-me que o português estava ligando sem parar lhe
assediando. Minha ex-mulher voltou e houve um desentendimento entre as duas.
Passados uns meses, fiquei sabendo que a minha
ex-namorada foi embora para Bruxelas atrás do português com a mala e cuia, e que
mais tarde teve um filho com o mesmo. Dia desse, a tia dela me disse que o
português montou um Café para ela em Bruxelas, e que ela fez uma cirurgia de
redução de estomago e que está magra, muito bonita, e que seu irmão foi morar
com ela.
A minha ex-mulher tinha o sonho de ser cantora
evangélica, que foi custeado por mim a gravação de seu CD; porém desistiu da carreira por falta de
retorno financeiro, também desistiu de ser vendedora para se aventurar na
Europa. E depois de muitas voltas ao Brasil, casou-se e está morando na
Holanda, e seus filhos ficaram no Brasil.
A conclusão que tenho, é que fazemos planos, mas as
respostas vêm de Deus e das pessoas envolvidas. Às vezes, não adianta fazermos
planos, nem discutirmos por perda de tempo, temos apenas que aceitar. Porque o
que tiver de acontecer vai acontece independente da nossa boa vontade ou não, e até servimos de escada. Em
outras palavras, não somos responsáveis pela vida de ninguém nem das nossas. E também
não somos os donos da verdade. Enfim, acredito no destino!
Goiânia, 26-10-2020
Alonso Pimentel
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