quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

839 Mataram o meu tio avô

      Nos anos 50 do século passado o município de Mimoso de Goiás era um povoado denominado de Mimoso, que pertencia ao município de Niquelândia, Goiás. Era uma região isolada devido ao rio Maranhão onde não havia pontes e a passagem era feita em canoas ou em alguns trechos do rio em época da seca. 

      Era uma região pobre com uma agropecuária de subsistência, e o transporte era feito no lombo de cavalos ou nos carros de boi. As pessoas iam a cavalo até Corumbá distante cerca de 150km para comprar sal e utensílios de cozinha.

      As festas religiosas como a folia de São Sebastião e de Reis eram a diversão dos moradores, sendo que a maioria era meus parentes. Também iam à festa do Muquém, Romaria de Nossa Senhora da Abadia, em Niquelândia, distante cerca de 150km a pé ou a cavalo. Na proximidade das festas aconteciam os pousos para as novenas.

      A minha tia Otaciana me contou se lembrar de um pouso onde era comum o torneio de luta corporal que divertiam os foliões; que o meu tio avô materno com cerca de 30 anos de idade após vencer uma luta, foi atingido por uma arma branca pelo seu algoz que fugiu na braquiara, que o meu tio avô foi velado na festa sob forte comoção.  


Goiânia, 01-01-2026   


(Do meu livro Minhas histórias; nossas histórias, pequenos contos e pequenas crônicas, em revisão)

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