sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Os meus pais se amavam - crônica

      Os meus pais Odom Rodrigues Pimentel e Maria Conceição Rodrigues (in memoriam) se conheceram na adolescência por serem vizinhos no assentamento de chácaras da antiga fazenda de nome Bebedouro que pertencia ao município Mimoso de Goiás, na época povoado de Mimoso pertencente ao município de Niquelândia, Goiás.   

      O meu pai era filho de Donatila, uma costureira, loira, que criara sozinha 06 filhos, sendo 04 homens e 02 mulheres. A minha mãe era filha de Febrone José Martins e de Santina Lucas de Almeida, ambos descendentes de escravos e índios, que tiveram 08 filhos, sendo 05 homens e 03 mulheres.

      A minha mãe contava que ano de 1954 aos 13 anos começou a namorar com o meu pai com 17, que aos 14 se engravidou e se casou com meu pai em cartório obrigados pela família, que foram morar juntos em várias fazendas; que aos 15 teve a Darci, que faleceu com 01 ano e poucos meses, e aos 17 se tornou mãe de Pedro, que faleceu com alguns dias de vida.

      A minha mãe era muito religiosa (católica depois evangélica) e base da nossa família, e me dizia que aos 19 anos, às 03h no dia 13 de agosto de 1960 eu nasci forte como um touro quando morava com meu pai na fazenda de nome Toicinho às margens do rio Bom Jesus afluente do rio Maranhão, que deságua no Rio Tocantins. Que no ano de 1962 ela, meu pai e eu colo se mudaram para uma fazenda do município de Pirenópolis. Que depois de morarmos em Anápolis nos mudamos para Goiânia no ano de 1971. 

      Ao longo da caminhada, os meus pais tiveram 07 filhos, sendo 05 homens e 02 mulheres, e nunca se separaram apesar das brigas sem nenhuma agressão. Por terem sidos criados juntos eram como irmãos e gostavam de estarem juntos, se sentiam fortalecidos. Eram felizes.



Goiânia, 13-09-2025 


(Do meu livro O caminho da vida, artigos e crônicas, em ediçao editora Kelps, Goiânia, Goiás)


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