sexta-feira, 16 de agosto de 2024

592 Minha vida longa

     Tenho 110 anos de idade, sou viúvo, tenho 07 filhos, 30 bisnetos, trinetos e tataranetos a perder de vista, que não me lembro dos seus nomes, mas todos me tratam com amor e carinho, e me dão presentes no dia do meu aniversário.


      Depois da morte da minha mulher há 30 anos, decidi me afastar dos negócios da família e fazer o inventário, ou seja, dividir a herança entre os filhos, em que foram arroladas duas fazendas e várias casas na cidade. 


      Há 25 anos decidi morar no asilo, onde sou bem tratado e alimentado. A enfermeira tira a minha pressão e me pesa todo santo dia, e ainda me dá algum remédio. Não me falta nada. Durmo bem.


      Gozo de boa saúde física e mental. Não me sinto só em nenhum momento. Tenho boa convivência com os internos; fazemos festinhas e até dançamos. Recebo visitas dos meus parentes e amigos. Tenho tempo para pregar a palavra de Deus aos que não a conhece. Às vezes penso que nunca vou morrer!


Goiânia, 16-08-2024  


(Do meu livro Minhas histórias; Nossas histórias II, 301-, em construção)

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