O primeiro carro que tive foi em 1983, um VW Fusca 1300L, ano 1974, cor marrom savana, que peguei em troca de um barracão de três cômodos, no Papillon Park, em Aparecida de Goiânia. Era época que carro tinha muito valor, e financiamento era muito difícil. (O Fusca reinava absoluto como o carro mais vendido do mundo, mas começou a perder o posto na década de 90, com a fabricação do motor 1.0 mais potente e econômico). Foi neste carro que aprendi a dirigir. O segundo foi outro fusca 1300L, ano 1977, cor amarela, em 1989. O terceiro foi um GM Chevette 1.0, ano 1982, cor branca, em 1993. O quarto foi um Fiat Uno Mille EP, ano 1996, cor azul, em 1999. O quinto foi Ford Del Rey 1.6 GLX, ano 1988, cor cinza, em 1999. O sexto foi um VW Gol, ano 1999, cor verde, era o ano de 2001. O sétimo foi um Corsa Millenium, 2002, cor prata, zero. O oitavo foi um GM Classic Life, ano 2005, cor verde, zero. O nono foi um VW fusca 1300 L, ano 1979, cor bege, em 2006, que peguei de volta em 2020, pelo fato do comprador não ter feito a transferência e o reformei por completo. O décimo foi um GM Classic Life, ano 2006, cor prata, zero.
Eu gosto muito de carros, não tenho preferência por nenhuma
marca ou modelo. Se eu pudesse seria um colecionador. Voltando à minha curta memória, o décimo
primeiro carro que possuí foi um VW Fox 1.6, ano 2010, cor preta, zero. O
décimo segundo, foi um VW Gol 1,0, ano 1993, cor amarela, em 2011, que peguei
em troca de meio lote na cidade de Anápolis. O décimo terceiro foi um Renault
Clio 1,0, ano 2002, cor prata, em 2012. O décimo quarto foi um Ford Fiesta 1.6,
ano 2006, cor bege, em 2011. O décimo quinto foi um VW Gol 1.0, ano 2012, duas
portas, cor prata, zero. O décimo sexto foi uma camionete GM S-10 Advantage,
ano 2011, cor preta, em 2012. O décimo sétimo foi um VW Fox 1.0, ano 2006, cor
branca, em 2013. O décimo oitavo foi um VW Fox 1.0, ano 2008, cor preta, em
2013. O décimo nono foi um VW Gol 1.0, ano 2014, zero. O vigésimo foi um Renault
Sandero Expression 1,6, ano 2014, em 2014. O vigésimo primeiro foi um Ford Fiesta
1.0, ano 2010, cor preta, em 2015. E três motocicletas, sendo uma moto Honda
biz, 125 cc, ano 2002, zera; uma Honda Titan 150 cc, ano 2010, cor amarela,
zera; e uma Dafra Riva, 150 cc, 2014, cor vermelha, zera.
No ano de 1996, morava na cidade de Rio Verde, Goiás, estava
seguindo para o meu trabalho pela manhã, no meu Chevette, com a rua quase sem
movimento mas quando passar por um cruzamento sem parar, uma Camionete bateu na
lateral esquerda do meu carro. Depois de uma discussão, decidimos cada um arcar
com o seu prejuízo. (Esse carro, inclusive, dei de presente para um amigo que
ficou muito agradecido). A partir desta batida, fiquei mais atento ao passar
por algum cruzamento mesmo tendo a preferencial. Não se pode confiar em ninguém
na direção de um veículo, ainda mais se tal pessoa não estiver em seu estado
normal de lucidez.
Depois de possuir muitos carros sem necessidade, e alguns
zero quilômetros, cheguei a conclusão que tudo era ilusão, ou seja, que um
carro seminovo ou velho bem cuidado pode me levar ao mesmo destino que um carro
novo. Sem falar que o carro o novo é muito valorizado na hora da compra, tem o
IPVA mais caro, e tem de se fazer um seguro, por não ter um prejuízo maior
devido a um acidente ou furto. O meu objeto agora é trocar de carro quando o
meu seminovo estiver bem rodado. Vou evitar de dar a marcha ré sem olhar para
trás, como fizeram os dois que bateram no meu carro. Por outro lado, tem muita
gente que gosta de andar em carro novo, mas, atrasa as prestações e outras
contas. E quando bati em outro veículo ou acidenta alguém, foge de suas
responsabilidades. Não é o meu caso, pois sempre gostei de ser honesto por
temer as consequências físicas e espirituais.
Em 2013, o meu Gol ainda estava com cheiro de carro zero
quilômetro quando foi batido duas vezes na porta do lado do motorista. Dizem
que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas desta vez caiu! O primeiro
acidente foi quando estava estacionado numa rua defronte a um supermercado. A
motorista ao dar a ré em seu veículo bateu na porta do lado esquerdo. A mulher
disse: “Não precisa se preocupar, vou te dar o número do meu telefone, liga
para mim e a gente se resolve”. Liguei para ela, que não atendeu a ligação até cair
numa caixa de mensagens. Na próxima ligação, ouvi uma mensagem: número
inexistente. O segundo acidente, aconteceu num estacionamento do posto de
combustíveis Tabocão saída para a cidade Guapó, onde havia parado para
abastecer e tomar um café. O motorista de uma camionete Toyota Hilux ao dar a ré
bateu no meu carro no mesmo lugar machucando ainda mais a porta que não quis
abrir. O motorista era um senhor idoso e disse-me: “Estou com pressa, anote a
placa do meu veículo e me encontre, trataremos do assunto”. Pelo visto, o homem
tratar-se-á duma autoridade e estava indo para a sua fazenda, porque havia um
funcionário na cabine e utensílios rurais na carroceria.
Pelo número da praca do referido veículo, eu achei os dados
do proprietário, mas pensei comigo mesmo: “Se esse homem tivesse uma boa
intenção, a sua reação seria outra. Não vou perder o meu tempo. Devo arcar com
o prejuízo mais uma vez”. E ao invés de arrumar a porta, fui na concessionária
e troquei o meu Gol 1.0 por um outro Gol 1.0, ano 2014, de quatro portas, zero
quilômetro. Apesar do prejuízo, fiquei com a consciência tranquila por não
prejudicar a ninguém e só a mim mesmo. A nossa saúde física e mental é a nossa
maior riqueza. Dinheiro assim como qualquer bem material a gente trabalha e
conquista novamente, basta termos fé. Devemos agradecer a Deus por tudo, até
pelos prejuízos e derrotas.
Goiânia, 19-11-2020
Alonso Rodrigues
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