No ano de 1969 tinha 08/09
anos de idade, morava na cidade de Anápolis, Goiás, com meus pais e mais 04
irmãos; iniciava os meus estudos na Escola Municipal Elzira Balduíno, lembro-me
de ter assistido pela televisão em preto e branco, colocada numa praça a
chegada do Homem à Lua. Foi um evento que marcou a história da humanidade e a
vida de muita gente.
A última viagem do Homem à Lua foi em 1972; e 12 homens
pisaram na Lua. Em solo lunar há uma bandeira dos EUA, uma façanha que continua
até os dias de hoje; e através dos satélites lunares é possível ver as pegadas
do Homem na Lua. A tecnologia que tornou possível essa viagem não existe mais,
se perdeu por falta de incentivo. Mas, a Nasa não parou, continuou investindo
em sondas espaciais por serem mais baratas e eficientes, e quer retornar à Lua
em 2024, com uma nova tecnologia. Outros países como China, Rússia, Índia,
Japão e Emirados Árabes também querem ir à Lua e em Marte. Não acreditar nessa
tecnologia nem que o Homem foi à Lua é uma tolice sem tamanho.
A partir da chegada do Homem à Lua passei a gostar de
astronomia e a ver o Céu com deslumbramento. Na madrugada passada (03-07-2020)
o céu estava limpo e pude observar a olho nu, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e
Saturno. Vênus e Júpiter me encantam pelo brilho. Saturno está próximo de
Júpiter. Marte um pouco avermelhado está no meio do Céu. Mercúrio está mais
próximo do alvorecer. Também é possível ver a olho nu Ganimedes, lua gigantesca
de Júpiter e única com campo magnético. Não tenho nenhuma formação
universitária na área, gosto de ler por curiosidade. Durante esse tempo vi
muita evolução e muitas teorias que considero absurdas. Vale ressaltar que uma
teoria é um estudo científico em aberto, não concluído, um ponto de vista, ou
seja, não é uma Ciência exata nem uma verdade absoluta. Uma teoria pode ser
aperfeiçoada, substituída e até reprovada. O errado é pregar uma teoria como se
fosse uma verdade absoluta!
Mas a Astronomia assim como toda a Ciência está em
constante evolução. Especialistas afirmam que não sabemos quase nada sobre o
Universo, ou seja, que só sabemos algo em torno de 5%. Não sabemos sobre
buracos negros, energia e matéria escura que são descobertas recentes. Até
mesmo sobre o nosso sistema solar ainda temos muito a descobrir devido à falta
de luz do Sol em regiões interiores. Algumas descobertas estão sendo feitas
pelas sondas Voyager 1 e 2 lançadas no ano de 1977 que viajam a 56 mil
quilômetros por hora e que já passaram por Netuno e estão na parte externa do
nosso sistema solar que inclui Plutão rebaixado a planeta anão, com previsão de
dois anos-luz atingirem o espaço interestelar, e mais dois anos e meio chegarem
a estrela mais próxima, próxima Centauro, pelo andar da carruagem, num período
de 100 mil anos. O temor são as baterias durarem só até o ano 2025 e encerrarem
o envio de dados.
Sobre a origem do Universo há muitas teorias, mas a mais
aceita é a teoria “hipótese do átomo primordial” ou teoria do Big Bang, do
belga George Lemaitre, de 1927, que diz entre outras coisas que o Universo
surgiu a partir de uma quantidade mínima de matéria equivalente a uma cabeça de
um alfinete, quando houve uma grande explosão e expansão até os dias de hoje. A
referida teoria contradiz as leis da Física ao afirmar uma expansão da matéria
mais rápida que a velocidade da luz, tendo em vista que a idade do Universo é
estimada em 13,8 bilhões de anos, enquanto que o diâmetro do Universo conhecido
é estimado em 96 bilhões de anos-luz; pois que a luz é uma radiação da matéria,
ou seja, uma onda eletromagnética. Vale lembrar que quando a referida teoria foi
criada havia pouca tecnologia e descobertas, como buraco negros, energia e
matéria escura. Nem o átomo era conhecido plenamente.
A idade do Universo é estimada entre 11,9 e 15,7 bilhões,
não há uma data exata e tende a aumentar a com radiotelescópios mais potentes.
A idade do Universo é calculada pela radiação cósmica de fundo como ondas
gravitacionais e eletromagnéticas captadas de estrelas, supernovas e galáxias,
e quanto mais distante uma estrela mais antiga ela é. A estrela mais antiga
conhecida é a Matusalém localizada a 190 anos-luz, que tem aproximadamente 14,5
bilhões de anos. Pela expansão das galáxias também se calcula a idade do
Universo, mas não é uma medida exata, porque não há um distanciamento uniforme
e algumas ainda têm movimento inverso de aproximação.
No meu ponto de vista, o Universo foi criado em várias
fases até o surgimento do primeiro átomo, o hidrogênio. Primeiro houve uma
energia desconhecida que se condensou em quarks para a formação dos prótons e
nêutrons, depois surgiu os elétrons para a formação do primeiro átomo. Depois
do primeiro átomo em grande quantidade que gerou a gravidade, os buracos negros
e as primeiras estrela e galáxias; e com com a fusão nuclear que vieram a luz (fótons) e
a matéria. Depois vieram as nebulosas compostas de
gases e poeiras, berços de estrelas. As primeiras estrelas eram muito quentes e
leves com poucos materiais pesados que duravam pouco tempo. Só as estrelas de
última geração e anã amarela como o nosso Sol, com idade estimada em 4,5
bilhões de anos podem ter planetas ao seu redor. Mas a formação de um planeta
também precisa se adequada para abrigar a vida vegetal e animal.
Há também um grande interesse da Astronomia por planetas
semelhantes à Terra, habitáveis, e até o momento já foram descobertos mais de 4
mil exoplanetas fora do nosso sistema solar, e nenhum parecido com a Terra. São
planetas muitos distantes captados ao transitar suas estrelas. Os estudos sobre
esses planetas são baseados em seus tamanhos, órbitas e distância de suas
estrelas mãe. A maioria dos planetas descobertos orbitam anãs vermelhas e dificilmente
serão habitáveis; porque anãs vermelhas são instáveis, não têm uma luz visível,
mas infravermelha. Há muita teoria e pouca tecnologia para desvendarmos os
confins do Universo. Ainda não temos tecnologia para desvendar nossos planetas
e luas do nosso quintal. Sabemos muito sobre Marte e pouco outros planetas e
luas. A previsão é que a partir de 2030 vários países enviarão missões
tripuladas à Lua e Marte.
Sobre os nossos planetas gigantes gasosos como Júpiter,
Saturno, Urano e Netuno há muitas teorias, pois não temos tecnologia para
adentrarmos em suas densas atmosferas e onde nossas sondas são destruídas pela
pressão atmosférica e muita gravidade. Júpiter o maior planeta do nosso sistema
solar, com um diâmetro de 139.822, 10 vezes o diâmetro da Terra e possuir menos
de um milésimo da massa do Sol e 2,5 a massa de todos os planetas em conjunto e
abrigar 63 luas, é o maior enigma. Os cientistas afirmam que Júpiter só tem um
núcleo de hidrogênio metálico que gera muita energia e um poderoso campo
magnético, e que não tem uma superfície solida. O certo é que não há uma
tecnologia que comprove tal estudo ou teoria, nem a espessura de sua atmosfera
estimada em milhares de quilômetros. No meu ponto de vista, se Júpiter gerasse
tanta energia a sua atmosfera não seria tão fria nem haveria tantas nuvens e
furacões (como a Grande Mancha Vermelha que já dura 300 anos, com 16 100 quilômetros
de diâmetro maior que o da Terra); penso ainda que pode ter uma superfície
rochosa como a Terra, com muitos vulcões, rios, oceanos e muitas precipitações,
e até ser habitado por seres inteligentes. Enfim, esta é a minha teoria.
Goiânia, 04-07-2020
Alonso Pimentel
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