A liberdade de expressão ou direito de se manifestar
livremente através da palavra, artes plásticas ou literárias é o principal
requisito de um país democrático. E os meios de comunicação devem contribuir para
o desenvolvimento da cultura e educação, e não gerarem conflitos sociais.
As mídias são grupos de pessoas compostos de jornalistas,
políticos, artistas, escritores, filósofos que formam opiniões nem sempre
verdadeiras, porque ninguém é o dono da verdade. O problema são as opiniões
manipuladoras e distorcidas com segundas intenções, isto é, com o objeto de
promover alguém ou vender algum produto. Vale lembrar que até a propaganda
eleitoral pode ser distorcida ou manipulada.
No Brasil a liberdade de expressão está prevista na
Constituição Federal, artigo 5º, inciso IX, que diz: “É livre a expressão da
atividade intelectual, artística, cientifica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença”. E não existe uma lei específica para
controlar a censura ou incriminar algum infrator. Apenas os artigos 138, 139 e
140 do Código Penal incriminam que cometer calúnia, difamação e injúria.
Em relação ao futebol, o esporte número 01 do país,
existem muitos comentaristas incongruentes e imorais, que ao invés de falarem
de futebol, criticam jogadores e dirigentes causando mal-estar, brigas e ações
judiciais. Muitos ainda são parciais com o intuito de promoverem jogadores,
times e marcas esportivas. Vale ressaltar que muitos perdem os seus laços
empregatícios pela inexperiência ou expressões indevidas.
Dentre algumas opiniões distorcidas no meio futebolístico
cito, que os campeonatos estaduais deveriam acabar por não existirem em outros
países, que o campeonato brasileiro deveria ser no sistema mata-mata, e que é
preciso contratarem técnicos jovens por terem uma mentalidade mais aberta, e
ainda teve a onda de incentivarem a vinda de técnicos estrangeiros por serem
melhores.
Ora, os campeonatos estaduais são a base do Brasileirão,
de onde nascem os bons jogadores e sustentam os pequenos times. No sistema
mata-mata já temos a Copa do Brasil. Os técnicos mais velhos são mais
experientes; bastam ver quem são os campeões. Os técnicos brasileiros são tão
bons quanto os europeus; porque também conquistam campeonatos mundiais; o que
falta é mais espaço no mercado.
No caso do vídeo especial de Natal intitulado A primeira
Tentação de Cristo de autoria do grupo humorístico Porta dos Fundos, a
provedora da internet Netflix poderia ter censurado a exibição. Eu, pessoalmente,
sou contra qualquer tipo de censura por parte do Estado, mas creio que deveria
haver mais vigilância nas empresas de comunicação como jornais impressos,
rádios, televisão e internet. E no caso da internet uma lei específica para
responsabilizar provedoras, blogs e redes sociais por publicações
preconceituosas e imorais. E não é porque não existe uma lei de censura, que
tudo é permitido, ainda mais em si tratando de respeitar a privacidade de
alguém ou de alguma entidade civil ou religiosa.
Goiânia, 09-02-2020
Alonso Rodrigues Pimentel
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