Não
basta ter talento e dedicação, é preciso estar na fila (ter humildade) e ter a
aprovação de Deus. O Brasil já conquistou 5 títulos, um a mais que Itália e Alemanha,
é a seleção com o melhor retrospecto. Somos considerados o país do futebol.
Temos o Pelé, o maior artilheiro, considerado o melhor jogador de todos os tempos e que
esteve na conquista de 3 títulos. Temos os melhores jogadores da atualidade.
O nosso técnico Tite apresentou um
sistema tático convincente, não errou na escalação dos jogadores, acreditou no
potencial de cada um. Tite é um dos melhores técnicos do Brasil e do mundo. A
nível nacional tem uma carreira vitoriosa com muitos títulos. A nível internacional
tem uma Libertadores e um Mundial de Clubes. No comando da seleção em mais de
um ano resgatou o futebol brasileiro ameaçado de não ir à Copa. Em 26 jogos é a
segunda derrota e primeira em jogo oficial. A derrota para a Bélgica foi
atípica assim como foi a derrota para a Alemanha por 7 a 1 na Copa do Mundo no
Brasil, coisas do futebol, onde nem sempre o melhor vence principalmente num
jogo decisivo.
No jogo contra a Bélgica, poderíamos ter
um resultado melhor, se o Fernandinho tivesse conseguido desviar com a cabeça
aquela bola que bateu em seu ombro e foi parar dentro da rede do gol do Brasil.
O VAR ainda interpretou mal um pênalti em favor do Brasil sofrido por Gabriel
Jesus. Mas o Brasil teve outras oportunidades
de marcar e não marcou, pelo visto, a bola não quis entrar e até bateu na trave
ou passou rente a trave várias vezes. Tivemos mais de 20 chutes em direção ao
gol da Bélgica, enquanto que a Bélgica só três oportunidades fez dois gols.
Nas entrevistas pós-jogo, Tite não quis
falar em sorte, mas em capacidade técnica e tática, e reconheceu que a nossa
seleção jogou bem e se esforçou o máximo, mas não foi o suficiente para vencer
a Bélgica, que soube se defender e que jogou bem. Nossos jogadores ficaram
muito abatidos, alguns como Neymar não quiseram falar. Os que falaram, disseram
que deram o máximo, mas que tem dia que bola não entra, mas no futebol é assim
mesmo, ou seja, nem sempre o melhor vence, e surpresas existem e que não vão
desistir do hexa. Agradeceram o apoio da torcida.
A derrota para a Bélgica, seleção não
tradicional, que nunca ganhou um título, é uma lição que temos que aprender,
que camisa não ganha jogo, e que as quatro seleções que nunca foram campeãs tem
chance de serem campeãs, porque tudo tem a primeira vez, assim como aconteceu
com o Brasil em 1958 e Espanha em 2010. A Itália quatro vezes campeã mundial
nem se classificou nas eliminatórias. A Alemanha também com quatro títulos caiu
na fase de grupos. No futebol não existe o time favorito, mas o merecedor; temos que nos conformar.
A Bélgica tem os seus méritos, temos que
reconhecer, está invicta em mais de vinte jogos, é a segunda do ranking, e
mesmo não tendo um bom retrospecto em Copas, chegou às semifinais e vai
enfrentar a França de igual para igual. Tem um bom contra-ataque e centroavante
espetacular. O Brasil jogou bem, deve sair de cabeça erguida. O trabalho
realizado até agora deve continuar, mesmo com a substituição de alguns
jogadores pela idade. Quanto a o hexa, como diz a manchete de um jornal
internacional: O hexa pode esperar. Enfim, não se pode desistir, porque outras
Copas virão!
Por Alonso Rodrigues Pimentel
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