A Oceania é um
pequeno continente situado no outro lado do planeta, no hemisfério sul, com uma
área em torno de 9 milhões de km² (pouco maior que o Brasil e menor que a
Europa), é formado pela Austrália, Nova Zelândia e ilhas da Polinésia, Melanésia
e Micronésia, compreende 16 países e 22 dependências, e cercado pelos oceanos
Índicos e Pacíficos. A Austrália que ocupa a maior ilha com uma área de
7.692.024 km2 é o sexto maior país em extensão territorial, perdendo para
Rússia, Canadá, China, Estados Unidos da América e Brasil, e com uma população
estimada em 23 milhões habitantes apresenta densidade populacional de 2,8 por
km² uma das mais baixas no mundo.
A capital da
Austrália é Camberra, que tem 355.585 mil habitantes (2011). Sidney com 4.293
milhões de habitantes (2012) e Melbourne com 4.087 milhões de almas (2012) são
as cidades maiores e mais famosas. A Austrália é o país com o segundo maior
Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), atrás apenas da Noruega. É um país rico
e de um povo acolhedor, e mesmo distante atraí muitos imigrantes e turistas. Os
aborígenes (povos nativos) que correspondem 1% da população são conhecidos
mundialmente. E alguns animais exóticos como o canguru, o ornitorrinco só
existem no continente australiano.
A cidade de
Melbourne é conhecida no mundo do tênis por sediar o primeiro Grand Slam do
ano, o Australian Open. O Australian Open 2017 ocorreu entre os dias 16 e 29 de
janeiro. No sábado e no domingo passados aconteceram as decisões de todas as
categorias. Como o fuso horário de Melbourne está 12 horas na frente do Brasil,
eu tive que madrugar para assistir os jogos ao vivo.
No feminino,
a americana Serena Williams venceu a sua irmã Venus Williams por 2 sets a 0.
Venus, 36 anos, é a mais velha das irmãs Wiliams, ex-número 1 do ranking de
simples e de duplas, já conquistou 07 Grand Slam em simples e 13 em duplas e 02
Grand Slam em duplas mistas, um total de 22 títulos de Grand Slam, e abriu
caminho para Serena. Com a vitória, Serena atingiu 23 títulos de Grand Slam, e
está a uma vitória de alcançar a australiana Margaret Smith Court. Serena volta
a ser a número 1 do ranking da WTA, posto que havia perdido ano passado para a
alemã Angelique Kerber. Para a alegria de seus fãs, Serena voltou a ter autoconfiança
em seus saques e a se defender melhor.
E no
masculino, em uma árdua batalha o suiço Roger Federer venceu o espanhol Rafael
Nadal por 3 sets a 2. Foi uma final inesperada, pois embora sendo os dois
melhores tenistas da história não ganhavam Grand Slam a algum tempo. Até então
a última conquista de Grand Slam de Federer foi o Wimbledon em 2012 e de
Nadal foi o Roland Garros de 2014. Nas
apostas eram vistos como zebras, pois Federer, 35 anos, considerado velho,
estava se tratando de uma contusão e há 06 meses não disputava um torneio; e
Nadal também vinha de uma lesão e 03 meses sem jogar. Com a vitória Federer
chegou a 18 títulos de Grand Slam e reina absoluto, e Nadal continua na 2ª
posição ao lado de Peter Sampras com 14 títulos. No ranking da ATP, Federer
conquistou a 10ª posição e Nadal a 6ª posição.
Roger
Federer como cabeça de chave número 17 não pensava em conquistar o título, e
sua intenção era apenas poder voltar a participar de um grande torneio, mas
ganhou confiança e venceu jogos importantes e chegou a final contra Nadal, que
não vencia a um tempo. Federer usou a técnica e a experiência para vencer o
valente Nadal. Federer pregou uma lição a todo esportista e amante do esporte,
que não existe favorito ou vencedor antes do jogo terminar, que todo resultado
é imprevisível, pois vence que lutar melhor e persistir até o fim independente
da força ou da técnica. Federer e Nadal são bons exemplos para o tênis e outros
esportes. E estão de parabéns!
Por Alonso Pimentel
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